Escrita Esquisita

Textos guardados
Bocadinhos do tempo de alguém que se obriga a aprender a gostar da escrita

Ninguém

Ninguém viu, não houve nada,

Está quieto!

Fica calada!

Nem um só

amigo,

conhecido,

uma qualquer alma penada

capaz de olhos de ver

E sem que se veja coisa alguma,

o que há?

Nada!

Acaso alguém ouviu?

No quintal,

paredes meias,

nem vizinha, 

nem gente estranha 

Ninguém!

Pois se ouve, 

pois se houve…

Não dei conta!

Arrancadas as telhas

do telhado,

derrubadas as paredes,

já nem  tábuas

sobram ao soalho

O que resta?

Nada!

A terra engole a casa…

e agora, sim

Como é Possível!?

Vou dizer que foste tu

Vais dizer que a culpa é minha

Vão dizer e vão falar

 Já esperava!

 Eu bem sabia!

Vão lavar as mãos

em palavras,

e encher a boca vazia,

com o que não

viram, nem ouviram 

E agora que é tarde,

não conseguem calar!

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